| <Nadja>
Jesus, doce amigo de todos os momentos, neste momento em que iniciamos
mais uma palestra virtual pedimos-te a inspiração amiga para o nosso
palestrante da noite, o envolvimento para todos nós e a assistência
espiritual a todos os que necessitarem. Que a tua presença esteja entre
nós, sob as manifestações da ternura, da fraternidade, das boas vibrações
e da paz entre nós. Que seja em teu nome e dos amigos espirituais que
nos orientam a tarefa, que iniciamos agora este trabalho de amor. Que
assim seja!
Apresentação do palestrante:
<Alberto Almeida> Eu sou
Alberto, de Belém do Pará, médico homeopata e terapeuta formado em
transpessoal com especialização em terapia regressiva a vivências
passadas. Espírita de berço.
Considerações iniciais do palestrante:
<Alberto Almeida> Estou feliz
por estar participando desta palestra virtual e virtuosa. (t)
Perguntas/Respostas:
<Moderador> <Flavyo> Boa
noite! O que é, ou melhor dizendo, qual a melhor definição que se
pode dar para "aborto"?
<Alberto Almeida> Aborto é o produto da concepção
eliminado pela prática chamada abortamento, podendo ser natural ou
espontâneo e provocado. (t)
<Moderador> <Flavyo>
Como fica a relação entre a consciência da mãe e a prática do
aborto? Uma mãe que não tem muita consciência do que seja realmente o
aborto, poderá vir a sofrer sua prática da mesma forma que uma mãe
que o pratica com plena consciência?
<Alberto Almeida> A lei de causa e efeito é
profundamente dinâmica e se assenta na intencionalidade daquele que
produz as suas ações e pensamentos. Os efeitos portanto são relativos
ao grau de consciência daquele(a) que agiu. Logo uma mãe que não tem
consciência de que o aborto é um crime terá os atenuantes inerentes
ao seu nível de percepção da verdade. Outrossim, quem faz aborto,
mesmo tendo a consciência que é um crime, necessariamente não será
abortado, porque a Lei Divina encontra mil formas disponíveis ao
homem/espírito para reverter um efeito negativo mediante novas ações
construtivas assim refazendo o resultado final do uso do seu livre-arbítrio.
Diz Emmanuel que o mal só chega se o bem não chegar primeiro.
Considerando as ações do homem e suas repercussões finais. Refazemos
o destino a cada dia dentro da lei de causa e efeito. (t)
<Moderador> <Flavyo> No
momento do aborto, o espírito da criancinha assassinada sempre está
presente, ou é socorrido antes do início do ato macabro?
<Alberto Almeida> O nível de consciência do
abortado varia de acordo com o grau de evolução dele podendo sofrer ou
não as conseqüências funestas do ato descabido. (t)
<Moderador> <Flavyo>
Para onde vai o Espírito do nenenzinho abortado logo após o seu
desencarne? Por quem ele é recebido, o que ocorre com ele?
<Alberto Almeida> O espírito abortado
habitualmente assume a sua consciência de "adulto" passando a
enfrentar a situação problema/desafio podendo reagir com ódio até o
extremo oposto de agir perdoando. (t)
<Moderador> <Flavyo>
Hoje em dia temos visto muitas meninas engravidando na adolescência.
Quando isso ocorre, a maioria das famílias acaba assumindo a nova
vidinha que ali começa. Entrementes, algumas mães dessas meninas
acabam por induzi-las ao aborto. Como fica a condição dessa mãe
diante do ato que auxiliou a encontrar termo?
<Alberto Almeida> A responsabilidade é de quem
toma a decisão coagindo os menores a perpetrarem o aborto que nessas
circunstâncias não detém nenhuma responsabilidade espiritual
decorrente do aborto. (t)
<Moderador> <Flavyo>
Quando de um aborto, quem contrai maior dívida: a mãe que aborta? O médico
que pratica o aborto? As pessoas próximas da mãe que não lhe
garantiram apoio para aceitar a criancinha?
<Alberto Almeida> A responsabilidade derivada do
crime do aborto se distribui de acordo com o nível de entendimento por
parte daqueles envolvidos no crime. Há responsabilidade da mãe, do
pai, das famílias e da sociedade. Quando um aborto é exercido num bolsão
de miséria entre pessoas indigentes, este crime se contabiliza
sobretudo à sociedade. Allan Kardec destaca a responsabilidade do homem
em três níveis: o pessoal, o familiar e perante a sociedade. Logo
essas três instâncias estão envolvidas em maior ou menor proporção
em cada aborto cometido. (t)
<Moderador> <Flavyo> Que
relação pode haver entre aborto e obsessão, antes e depois da prática
desse ato?
<Alberto Almeida> O aborto efeito ou causa, ou
efeito e causa da obsessão ao mesmo tempo. (t)
<Moderador> [8] Duas perguntas:
<Flavyo> Como agir diante de mulheres gestantes vítimas de
estupro, desejosas de fazerem aborto? <ALuMaSi> No caso de um
abuso, qual sua opinião?
<Alberto Almeida> O crime foi cometido pelo
violador da integridade física e sexual da mulher e a penalidade deve
recair sobre ele. À criança (espírito) resultado do estupro não se
lhe pode imputar nenhuma culpa, logo ela é tão "vítima"
quanto a mãe necessitando ambas de apoio integral. Que a mãe permita a
gestação chegar a termo e doe a criança ao Estado caso não se sinta
capaz de criá-la. Abortar entretanto, é solução enganosa pois que não
resolve a violência já ocorrida, ao contrário, é outra violência
que se superpõe à anterior. (t)
<Moderador> <LiZziA> E
quando uma criança de 10 ou 11 anos engravida e corre risco de vida,
qual a opção: a mãe ou o filho, ou melhor, quando a mãe corre risco
de vida qual a escolha?
<Alberto Almeida> Em caso de risco de vida impõe-se
a possibilidade do abortamento terapêutico ou necessário para
resguardar a vida da mãe quando ameaçada depois de parecer de equipe médica
sobre o perigo de levar a gestação a termo. Todavia, com o avanço da
medicina (da tecnologia e terapêutica) é rara, raríssima a indicação
desse tipo de aborto, mas se existir este dilema (ex: gestação na
trompa) a mãe está moralmente amparada na sua consciência para
proceder o abortamento. Se houver risco de vida com possibilidade da
criança nascer, a mãe pode, por amor, optar correr o risco. (t)
<Moderador> <Patalogica> O fato de ser o aborto crime não cria uma situação
de clandestinidade onde as meninas, mulheres não recebem nenhuma
orientação, muitas não sabem sequer o que realmente acontece nesse
processo, virando assim um comércio , se o estado tomasse a si essa
incumbência aparelhando-se com assistentes sociais, médicos
conscientes que esclarecessem não se evitaria um inumerável número de
abortos?
<Alberto Almeida> Sim e não. A clandestinidade
é cúmplice da morte logo em qualquer circunstância é prejudicial,
sobretudo para as mães que morrem em razão do aborto ser feito por
pessoas incompetentes e em condições não higiênicas. Entretanto
legalizar o aborto não faz que desapareçam as causas que o tornavam prática
anti-natural, não moral temos que legalizar a vida, e não a morte. No
Brasil, o maior discurso a favor da legalização do aborto é este da
clandestinidade (uma questão de saúde pública) dizem os adeptos do pró-aborto,
porém esquecem de legalizar a vida dando condições de saúde, habitação,
educação, lazer, etc, que possibilitariam a erradicação da miséria,
e, por extensão, se conseguir um bom planejamento familiar. (t)
<Moderador> <Rafirc>
Por falar em responsabilidade, como fica a do pai?
<Alberto Almeida> O aborto é assunto pertinente
ao homem e a mulher, porque a mulher não engravida sozinha. A
responsabilidade, portanto, não pode recair só na classe sexual
feminina. (t)
<Moderador> <Nadja>
Como se poderia reparar, pelo amor, um aborto?
<Alberto Almeida> Amando a vida, musicalizando a
existência através de ações que promovam e protejam a vida de
qualquer tamanho de qualquer espécie e em qualquer circunstância. Ser
"mãe/pai" dos "filhos" necessitados do mundo,
maternar e "paternar" onde houver necessidade e onde for
chamado a dar o seu testemunho. Bem afirmava Pedro em sua carta "O
amor cobre a multidão dos erros". (t)
<Moderador> <Patalogica> Pode o próprio espirito provocar o aborto natural,
quais as responsabilidades que lhe acarreta essa atitude?
<Alberto Almeida> Sim. Em "O Livro dos Espíritos"
há referência explicita sobre os espíritos que desistem da reencarnação
em curso. Lamentam a oportunidade desperdiçada e buscam um novo corpo
num outro momento. É o aborto natural sem causa conhecida do ponto de
vista médico. (t)
<Moderador> <Nadja>
É justo abortar um feto que se sabe que terá problemas mentais se vier
a nascer?
<Alberto Almeida> Se pudesse voltar no tempo eu
não abortaria meu pai (que é doente mental) se eu fosse o pai dele, a
vida é um patrimônio inalienável mesmo quando se apresente
aparentemente desmantelado o corpo deficiente (cérebro imperfeito) é
resultado de ação do espírito reencarnante em processo terapêutico
intensivo, na direção do equilíbrio. Nada de aborto dito eugênico ou
"piedoso". (t)
<Moderador> <ALuMaSi>
Ainda sobre isso, a natureza cuida de muitos desses casos, é justo o
Homem cuidar daqueles que a natureza não cuidará? Cabe a ele decidir?
<Alberto Almeida> A doença mental ou física
(congênita) já é a Natureza Divina cuidando dos "seus
filhos", oportunizando, portanto, o reequilíbrio para o espírito
reencarnante. Lembro-me do escritor Jean Adnet, francês, que escreveu
ao deputado de sua pátria que defendia um projeto para aborto eugênico
e que dizia o escritor: "Tenho tempo de sobra para me espantar com
aqueles que usurpam do seu direito para violar o direito de outrem,
apesar de inválido hoje posso sonhar, amar e viver. Portanto, forte ou
fraco, doente ou saudável, mesmo sendo idiota a vida do ser humano deve
ser respeitada." (t)
<Moderador> <gigi1>
Alberto, qual a opção mais correta nos casos em que a mãe corre risco
de vida, qual a prioridade de escolha e há mérito para a mãe que opta
pela vida de seu filho?
<Alberto Almeida> A mãe deve estar com todas as
informações oferecidas pela equipe médica sobre o percentual de risco
de vida que corre levando a gestação adiante. Daí poderá optar pela
sua vida (na linguagem do direito estado de necessidade), ou optar por
correr o risco (na linguagem espírita estado de amor/sacrifício).
Entretanto, se ela quiser sofrer o risco por desejar ocultamente morrer,
nesse caso, há suicídio e não devotamento. (t)
<Moderador> <Patalogica> Nos casos onde a mulher por desequilíbrios psicológicos
ou problemas mentais é licito o aborto?
<Alberto Almeida> Não. Nessa circunstância o
espírito reencarnante está ciente de que passaria por uma gestação
cujo processo evoluiria com esse nível de prova/expiação e sendo
abortado vê sua oportunidade de se sobrepor ao problema-desafio
frustrado, não consegue o êxito desejado. (t)
<Moderador> <Flavyo> Se
o aborto é um crime, se é um ato macabro, se é um assassinato, Deus,
por outro lado é Amor! Como pode pois redimir-se uma mãe arrependida
para resgatar da melhor maneira possível essa atitude tomada outrora?
Haverá para com ela perdão da parte de Deus, ou será condenada
eternamente por sua atitude?
<Alberto Almeida> Deus de fato é supremo Amor.
Seus filhos aprendem a usar a sua liberdade as vezes a um preço
doloroso, entretanto, estamos todos "condenados" a felicidade,
a paz. A misericórdia divina oferece "setenta vezes sete
vezes" de oportunidades de refazer um caminho infeliz. Deus é amor
e seus filhos ainda que errem, não deixam de ser amados. (t)
<Moderador> <Flavyo>
Como fica a responsabilidade de uma mãe perante sua própria consciência
e perante o Plano Espiritual quando ela abandona uma criança devido ao
fato dessa criança ter sido gerada a partir de uma violência sexual?
<Alberto Almeida> A consciência cósmica sabe
avaliar com um nível de misericórdia e justiça que diferem da forma
como os juízes humanos concebem. A cada ação humana a vida se abre
com possibilidades mil para a consciência se recolocar perante o
Estatuto Cósmico. Sempre o erro (que se constituirá em experiência e
aprendizado) tem nuances que agravam ou atenuam a consciência daquele
que o gerou. (t)
<Moderador> <PARMALAT->
Quais são as conseqüências que sofre o casal que faz um aborto? Como
eles, provavelmente, resgatam essa dívida?
<Alberto Almeida> Quando possível concebem
novamente, muito freqüentemente, o mesmo espírito. Quando não há
possibilidade de nova gestação resgatam algumas vezes através da adoção
de filhos que se impõem ao lar. Doutras vezes revêem a atitude na ação
com os netos, outras mais resgatam em ações que promovem a vida nas
suas diversas instâncias. (t)
<Moderador> <Flavyo> O
Espírito André Luiz, em sua obra "Nosso Lar" faz referência
a uma enfermeira (espírito) que se acerca da Colônia Espiritual como
sendo um verdadeiro "vampiro". Poderia nos explicar essa
colocação?
<Alberto Almeida> Comumente os espíritos que são
abortados e que não perdoam se vinculam a consciência culpada daqueles
que perpetraram o crime e se imantam psiquicamente e fluidicamente de
tal sorte que passam a se constituir em verdadeiros parasitas fixados no
corpo espiritual daqueles que apresentam a consciência culpada. São os
"vampiros" fixados numa monoidéia gerando dor, doença,
desequilíbrio, aflição, etc, até que o amor possa se altear de parte
a parte para solucionar o impasse energético que o ódio criou. (t)
<Moderador> <Babi>
Todas as pessoas envolvidas no aborto, quem aborta, o médico que faz o
aborto, quem leva a pessoa enfim, estão todos contraindo dívidas com o
abortado?
<Alberto Almeida> A dívida se distribui de
conformidade com o nível de participação e consciência entre aqueles
que estão envolvidos no drama do aborto. (t)
<Moderador> <SEJ-LAGOS>
Qual a sua opinião com relação ao método contraceptivo DIU? Ele é
considerado um método abortivo?
<Alberto Almeida> Há divergência entre os próprios
médicos. Dizem os médicos que consideram o DIU não abortivo, que isto
se dá em razão da sua constituição ser cobre o que impede a concepção
agindo como espermicida, diferentemente dos outros DIUs que não tinham
a mesma competência. Entretanto, penso que é ético indicar ou colocar
o DIU se o profissional e o paciente se apoiam na ética e no
conhecimento da ciência médica, valendo portanto a intenção. Repito,
há divergências entre os próprios médicos, imaginem o que acontece
entre os usuários do DIU. Em realidade sabe-se que há concepções
mesmo com DIU de cobre, mas também há mesmo com a pílula
anticoncepcional. Joanna de Angelis sugere, nesta caso, ouvirmos a ciência.
(t)
<Moderador> <Flavyo> Em
"O Livro dos Espíritos" (pergunta 356) se lê que pode haver
casos raríssimos de crianças que vêm ao mundo sem que estejam ligadas
a um espírito. No caso da pratica do aborto em relação a uma criança
destas, a responsabilidade de quem pratica o crime desaparece perante o
fato da inexistência de um espírito envolvido? E no caso de embriões
acéfalos? Seriam esses - os acéfalos - os bebês sem espírito?
<Alberto Almeida> De fato os natimortos que
"O Livro dos Espíritos" assinala são corpos que apresentam
apenas vida vegetativa, sem alma. André Luiz desdobra o assunto em o
livro "Evolução em Dois Mundos" falando da gestação
frustrada que obedece ao implementos celulares sob a ação da mente
materna que anseia por um filho. Como entretanto saber se há ou não há
espírito em um feto em formação? Não dispomos ainda de tecnologia
diagnóstica que pudesse elucidar tal questão. (t)
Considerações finais do palestrante:
<Alberto Almeida> Há pouco
mais de trinta dias a Orca do filme "Free Willie" foi
transportada em tanque para os EUA afim de ser levada de avião para a
Islândia onde foi colocada em "aquário" do tamanho de um
campo de futebol, dentro do mar para se readaptar ao mar, salvando-lhe a
vida Há 15 dias, dezessete países se reuniram em Pernambuco para
discutir o projeto de preservação do peixe-boi. Enfim, no âmbito ecológico
há um imenso cuidado com a vida. Entretanto, parece que o homem está
fora da natureza (ecológia). E é desconsiderado o seu berço de água
tépida (útero) sofrendo a violação do seu primeiro direito: o de
viver. Como dizem os espíritos na questão 880 de "O Livro dos Espíritos",
direito esse que começa na concepção, como também dizem os espíritos
na resposta 344. Convido a todos para fazermos parte de um projeto de
defesa da vida ( que também é ecológico) que é: proteja a vida de
qualquer espécie, de qualquer tamanho, em qualquer circunstância. Viva
e deixe viver. (t)
Oração Final:
<gigi1> Jesus
Amigo, Mestre Amoroso, neste momento em que estamos finalizando mais uma
tarefa e onde aqui estiveram presentes não só nós, assim como também
os irmãos desencarnados àqueles que necessitam de esclarecimento e
aqueles que nos ajudaram nos esclarecimentos, especialmente auxiliando o
nosso irmão Alberto Almeida que se dispôs a vir ao nosso encontro e
nos alegrar com a sua presença amiga. Senhor, diante desta alegria só
temos a Te agradecer não só por este momento como também por todos os
momentos como este que esta Doutrina Esclarecedora nos proporciona e
pedir-Te, Jesus Amigo, nesta prece que possas por todos aqueles que
ainda não Te conhecem assim como por todos aqueles que Te conhecem mas
que sofrem. Que o Teu Amor possa abraçar a todos e que possamos sentir
a Paz que vem de Ti. Senhor, Obrigada! Que Assim Seja!
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