Mensagem
de Cláudio
Mensagem
recebida pela médium Shirlene
Soares Campos,
em reunião pública - Uberlândia-MG.
Meu
nome é Cláudio. Desencarnei em acidente, devido ao excessivo
consumo de álcool e drogas. Tinha nas mãos todos os recursos para
vencer segundo os moldes da vida. Não vou afirmar que fui alucinado
por más companhias. Todos nós buscamos as pessoas com as quais
mais nos identificamos.
Se
derrapei no mal e fui vampirizado por entidades que me torturaram o
corpo e posteriormente o espírito; se desci a mais negra degradação;
se entorpeci meus sentidos anulando-me física e espiritualmente, só
a mim cabe a culpa.
Fui
aquinhoado com inteligência, pais amoráveis, segurança
financeira. Nunca me faltou dinheiro, amigos, confiança. Essa
excessiva confiança talvez tenha sido a causa mais de minha falência.
Quando
comecei a trilhar os primeiros passos no vício e pedir dinheiro,
mais dinheiro, se meus pais tivessem me observado, me acompanhado,
se tivessem sido mais vigilantes e menos pródigos, talvez meu
caminho tivesse sido outro.
Mergulhei
em sofrimento inenarráveis. Sofri todas as torturas, conheci o
inferno de perto. Eu que nasci talhado para vencer, conheci os
abismos insondáveis das torpezas humanas e espirituais.
Jovens,
sêde prudentes, valorizem os tesouros da vida, se amparem nas
leituras edificantes, fujam do amigos da noite e das horas vazias.
Quando
socorrido numa colônia-abrigo para desintoxicação, rememorei meus
dias passados, minha bola colorida, meu velocípede, meus livros,
meus discos, meus pratos prediletos, meu bombom favorito. Chorei de
desespero com saudade do menino que fui.
Ah!
Se eu pudesse transformar num passe de mágica o tempo que vivi eu
mudaria tudo. Mas, não tenho mais tempo... Perdi minha chance.
Me
resta agora o arrependimento, a dor, a saudade.
Meu
Deus, como sou infeliz!
Mas,
queixas não transformam destino.
Agora
é o recomeço difícil. Quase nada conheci nem pude realizar. Na próxima
vida, muito menos farei. Renascerei num lar pobre com pessoas
desconhecidas e que precisam de prova de um filho mongolóide. Difícil
caminho, eu sei...
Mas,
pior seria permanecer como estou, anulado e sufocado de remorso.
Quando
virem um jovem alegre passar e lhe parecer um vencedor, orem por
ele. Quem sabe no meio da multidão, inconseqüente não caminha
apenas mais um vencido!
Evangelho
e Ação - Agosto de 2000