Reparemos
nossas mãos
Reaparecendo aos discípulos,
depois da morte, eis que Jesus, ao se identificar, lhes deixa ver o
corpo ferido, mostrando-lhes destacadamente as mãos...
As mãos que haviam
restituído a visão aos cegos, levantado paralíticos, curado
enfermos e abençoado velhinhos e crianças, trazia as marcas do
sacrifício. Traspassadas pelos cravos da cruz, lembravam-lhe a
suprema renúncia.
As mãos do Divino
Trabalhador não recolheram do mundo apenas calos do esforço
intensivo na charrua do bem. Receberam feridas sanguinolentas e
dolorosas...
O ensinamento
recorda-nos a atividade das mãos em todos os recantos do Globo.
O coração inspira.
O cérebro pensa. As mãos realizam.
Em toda parte,
agita-se a vida humana pelas mãos que comandam e obedecem. Mãos
que dirigem, que constroem, que semeiam, que afagam, que ajudam e
que ensinam... E as mãos que matam, que ferem, que apedrejam,
que batem, que incendeiam, que amaldiçoam...
Todos possuímos nas
mãos antenas vivas por onde se nos exterioriza a vida espiritual.
Reflete, pois, sobre
o que fazes, cada dia. Não esqueças que, além da morte, nossas mãos
exibem os sinais da nossa passagem pela Terra. As do Cristo, o
Eterno Benfeitor, revelam as chagas obtidas na divina lavoura do
amor. As tuas, amanhã, igualmente falarão de ti, no mundo
espiritual, onde, interrompida a experiência terrestre, cada
criatura arrecada as bênçãos ou as lições da vida, de acordo
com as próprias obras.
Fonte:
Fonte Viva - Emmanuel
Psicografia: Francisco Cândido Xavier